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Especialista alerta sobre reclamações por barulhos em condomínios

Dependendo da situação e se não haver acordo, casos podem chegar na Justiça

Especialista alerta sobre reclamações por barulhos em condomínios

Durante a pandemia, condomínios tiveram aumento de reclamações por barulhos. Por isso, especialistas alertam sobre o que fazer quando o barulho entra no chamado prejuízo ao sossego.

Desde março, com o início da quarentena, os condomínios estão mais cheios ainda, muita gente em home office, crianças em casa e os problemas tendem a aumentar. Os barulhos, que já eram os campeões de reclamações, agora se multiplicaram.

Segundo o especialista em direito condominial, Márcio Spímpolo, o que deve prevalecer é o bom senso. Os moradores precisam entender que muitas crianças, por exemplo, ficam confinadas 24 horas por dia nas casas, nos apartamentos e esse momento de exceção precisa ser levado em conta.

“Quando a gente vai morar em condomínio, a gente sabe que tem que abrir mão de uma série de questões e precisa entender que muito mais gente está dentro do condomínio, nós também fazemos barulho para o outro vizinho. A gente tem que entender que, primeiro a gente tem que ter bom senso e bastante tolerância. As criança em casa, também, muitas vezes querem gastar energias porque as áreas do condomínio também estão restritas, então é preciso que tenhamos uma dose maior de tolerância”, explicou.

Mas, se o barulho começa realmente a incomodar, a durar o dia todo, Spímpolo ressalta que o problema começa a entrar no chamado ” prejuízo ao sossego”. Neste caso, o morador pode tomar algumas atitudes.

“Primeiro de tudo é conversar, tente conversar sempre fora deste momento de barulho porque às vezes, por exemplo, aquela pessoa sem noção que ainda não entendeu a gravidade do problema pode estar dando uma festa e você vai querer resolver o problema lá na hora, batendo na porta dele, então tente fazer isso quando não tiver barulho. O síndico tem que entrar se for o caso, como um mediador ou se o problema for coletivo, se for entre vizinhos, eles precisam resolver entre eles mesmos”, disse o especialista.  

Se a conversa dentro do condomínio não resolver, Márcio Spímpolo destaca que o caso pode ir para a justiça, com as devidas comprovações do barulho, via testemunhas e gravação. Mas, é claro, conversar com os moradores e entender que a situação atual merece paciência continuam sendo os melhores caminhos para viver com tranquilidade nos condomínios.

 

 

Fonte: A Cidade On

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