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Moradores de condomínios empreendem e lucram durante a pandemia

Novos empreendedores criaram seus negócios com clientela praticamente certa: os vizinhos.

Moradores de condomínios empreendem e lucram durante a pandemia

Os condomínios não trazem apenas segurança e qualidade de vida para os moradores com área de lazer, piscina, academia e afins. Dentro deles, é possível também ter uma oportunidade de negócios, principalmente com o isolamento social com a pandemia da Covid-19.

Com a pandemia, novos empreendedores têm surgido e, algumas dessas pessoas, já criaram seus negócios com clientela praticamente certa. Seja vender bolos, bolachas caseiras ou até fazer as unhas: tudo dentro do condomínio.

O contador Danilo Carlos Boaretti mora em um condomínio fechado em São José do Rio Preto (SP). Na comodidade, sentado no sofá, ele pede uma encomenda para a Elielma, que vende bolachas e doces. A encomenda chega rápido e o motivo: eles são vizinhos.

“A facilidade que a gente tem em pedir o produto, pelo celular mesmo, é bem mais prático, acessível também para receber o produto, sem sair de casa. Ainda por cima ajuda também as pessoas, nossos vizinhos”, afirma.

A Elielma era administradora de empresas, formada em RH, e no início do ano trabalhava em uma loja de móveis, mas com a chegada da pandemia, teve que mudar.

“O primeiro mês da pandemia foi terrível, parou tudo mesmo, não vendia, e pensei no que fazer para ganhar dinheiro. O mais impressionante é que a coisa que gostaria mesmo que acontece era não precisar ir atrás do cliente, o cliente me procurar. E isso aconteceu”, diz.

Na cozinha ela encontrou uma nova paixão. Ela faz tortas salgadas, bolos e bolachinhas. Foram os próprios vizinhos, os clientes do condomínio, que mostraram que ela está no caminho certo. “Já tenho minha clientela dentro do condomínio e, principalmente, eles ajudam a divulgar para outros locais, isso é muito legal”, diz.

Para fazer as sobrancelhas, a atendente de call center Carolina Borges precisa andar só alguns metros. Dentro do condomínio que mora, encontrou a Maíra, profissional da área, e duas vezes por mês está na casa dela.

“Realmente venho de olhos fechados pela qualidade da profissional e por estar segura, dentro de casa, sem precisar pegar carro, me preocupar com a segurança”, afirma.

A designer de sobrancelha montou um espaço em casa para atender as clientes. Só no condomínio, são 100 clientes praticamente. Ela trabalha de segunda a sábado e conseguir horário na agenda não é tarefa fácil.

“Está dando muito certo, as clientes são minhas vizinhas, a gente já se conhece. Com isso tenho ajudado meu esposo e isso é gratificante, ver o serviço crescendo”, diz Maíra Camargo de Souza.
Comércio é tendência

De acordo com o consultor de negócios do Sebrae Wagner Antônio Jacometi, essa forma de empreender é tendência agora.

“As pessoas em casa acabam encontrando uma forma de gerar renda e conseguir complementar a renda familiar, com a segurança dentro de um condomínio e de saber da confiança do vizinho”, diz Wagner.

Mas o consultor diz que é preciso prestar atenção em alguns detalhes para não infringir nenhuma regra no condomínio. “O importante é ver o estatuto do condomínio, muitos na maioria se formam em associações, que têm estatuto que deve ser seguido. Porque o estatuto estabelece como fazer esses produtos e se é possível fazer isso dentro do condomínio”, diz.

Fonte: G1

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