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O impacto das manutenções preventivas em condomínios

Durante o exercício de uma gestão condominial há diversas situações que se transformam em grandes problemas. E, como consequência, abalam a boa convivência entre o síndico, os condôminos, os moradores e, até mesmo, os funcionários.

Por muito tempo síndicos/administradoras tratavam as manutenções preventivas como gastos desnecessários, visão esta que, felizmente, está mudando.

Com a profissionalização da função de síndico, os chamados Síndicos Profissionais tem um olhar diferenciado para a situação.

Isso porque, como profissionais da área, entendem que custos periódicos para preservar a estrutura do prédio e as áreas de uso coletivo é uma maneira inteligente de economizar!

Problemas com os equipamentos e, também, nas áreas comuns dos condomínios não são raros e, geralmente, acabam em despesas e conflitos desnecessários.

A implantação da prática de manutenções preventivas no seu condomínio irá demonstrar uma gestão eficiente, aumentando assim a sua credibilidade como síndico eleito.

E, certamente, reduzirá os custos condominiais, que sabemos não são poucos!

As manutenções são divididas em corretivas, ou seja, nas quais não há como fazer um planejamento prévio; e as preventivas, aquelas que possibilitam tal planejamento.

Entre os diversos benefícios que as manutenções preventivas trazem aos condomínios, reduzir custos é um dos principais, pois a manutenção é menos onerosa que os consertos tardios.

As manutenções preventivas visam conservar o condomínio, a boa convivência e, ainda, garantir a valorização patrimonial.

Por exemplo, quando se busca um imóvel no mercado, seja para moradia ou investimento, a fachada do prédio é um dos fatores que mais chama a atenção.

Ninguém que morar ou investir em um imóvel que está visivelmente deteriorado! Por isso é essencial programar manutenções preventivas a fim de que a estrutura do imóvel seja preservada além de aumentar o valor venal do imóvel.

Quando falamos em condomínios, o síndico é responsável pela maioria das ocorrências que envolvem a vida condominial, sendo sua responsabilidade tomar providências.

Assim, temos que um dos principais deveres do síndico é cuidar da manutenção do condomínio, evitando acidentes e garantindo a segurança dos condôminos e da própria estrutura do prédio. Isso porque, na manutenção estão incluídas atividades que buscam conservar a capacidade funcional do edifício como um todo.

 

Vejamos alguns itens essenciais quando tratamos de manutenções preventivas:

 

– Instalações elétricas e hidráulicas;

– Sistema de segurança, gás, combate a incêndio e proteção contra descargas elétricas;

– Elevadores;

– Pintura externa.

 

Leia mais: Manutenção preventiva em condomínio: o que não pode faltar?

 

Por hábito, todos os síndicos deveriam prever as manutenções no planejamento anual dos condomínios, embora a prevenção já seja fixada pela NBR 5674/1999.

A periodicidade dos serviços dependerá da natureza de cada um, podendo ser trimestrais, semestrais, anuais.

Com o planejamento em mãos, o síndico deve sempre buscar por profissionais capacitados e habilitados, a fim de garantir o serviço a ser prestado, bem como orçamento justo.

Geralmente, quando há planejamento das manutenções periódicas, o síndico já deixa pré-agendado o serviço, junto a empresa contratada.

O síndico deve ter consciência sobre a importância de aumentar a vida útil da edificação, e através de um plano de manutenção certamente impactará na redução de seus custos.

Equipamentos com manutenção em dia têm forte impacto também na segurança, pois praticamente anula a probabilidade de situações indesejáveis.

Sempre é mais simples e menos oneroso ao condomínio prevenir do que remediar!

É preciso estar atento para que não falte nenhum sistema da edificação quando da elaboração do plano de manutenção predial, no qual já deve constar a periodicidade das manutenções, bem como os recursos necessários.

Desse modo, com a manutenção preventiva feita periodicamente, os sistemas da edificação funcionarão por mais tempo antes que precisem ser consertados ou substituídos.

 

Logo, as manutenções preventivas devem ser um hábito comum de todo síndico. Vejamos 5 impactos de construir um plano bem elaborado:

 

-Redução dos custos de manutenção do condomínio;

-Redução do consumo de água e energia;

– Atendimento às legislações municipais, estaduais e federal;

-Valorização das unidades;

-Conscientização dos condôminos sobre questões socioambientais, entre outras.

 

Como percebemos, as manutenções preventivas em condomínios impactam diretamente diversas situações da vida condominial.

É fundamental identificar que o condomínio terá baixo custo diante dos grandes benefícios que as manutenções proporcionam, principalmente pela tranquilidade e segurança que traz aos condôminos.

Infelizmente, a maioria dos síndicos só busca soluções depois que os problemas acontecem. Não faça parte deste “grupo”!

Investir em manutenção preventiva, além de deixar todos os sistemas funcionando, evita dores de cabeça posteriormente.

 

Escrito por

 

SIMONE GONÇALVES
Advogada OAB/RS 74.437
Email:contato@simonegoncalves.com.br
www.simonegoncalves.com.br

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  1. Blênio Cezar Severo Peixe disse:

    Prezados Senhores,

    Gostaria de saber o seguinte:

    (1) O que prevalece no Condomínio a Convenção ou o Regimento Interno?
    (2) Quando a Convenção não apresenta a questão de representatividade ou quem pode ter procuração?
    (3) Para a eleição de sindico quando o regimento diz que o sindico não pode ter procuração em seu nome, no caso de reeleição, o mesmo pode apresentar vários procurações em seu nome para votar na sua própria eleição?
    (4) Quando no Regimento estabelece coro minimo para instalar a Assembleia seria que 7(sete) condôminos e na convenção estabelece que seja no mínimo 1/3 dos moradores… o que prevalece?
    (5) O condigo civil tem ingerência sobre os atos das Assembleia, se não esta no Regimento ou Convenção?
    (6) A Assembleia pode altera/anular ata registrada em cartório de Assembleia anterior?

    Atenciosamente,

    Blênio Cezar
    whatsapp 99967 – 2730

    • Viva O Condomínio disse:

      Olá,

      (1) O que prevalece no Condomínio a Convenção ou o Regimento Interno?
      A Convenção do Condomínio está para o condômino, assim como a Constituição Federal do Brasil está para todos nós, ou seja, ela é a “norma” máxima dentro do condomínio, claro desde que respeite as Leis e Constituição Federal. Da mesma forma, o regimento interno não pode confrontar o estabelecido da convenção de condomínio.

      (2) Quando a Convenção não apresenta a questão de representatividade ou quem pode ter procuração?
      Conforme Código Civil, qualquer pessoa capaz pode outorgar o outrem poderes específicos ou genéricos, podendo esse agir em nome dela, claro, dentro de uma certa responsabilidade civil e criminal.
      Não existe a necessidade de estar expresso na Convenção a autorização de representatividade, pois tal já decorre de lei.

      (3) Para a eleição de síndico quando o regimento diz que o síndico não pode ter procuração em seu nome, no caso de reeleição, o mesmo pode apresentar várias procurações em seu nome para votar na sua própria eleição?
      É pacífico o entendimento nos tribunais de que o Síndico não pode utilizar de procurações para votar sobre assuntos de interesse próprio, e neste sentido, aconselha-se que o síndico não utilize procurações para auto eleger-se, com exceção se na procuração, constar expressamente a vontade do outorgante, em que o síndico utilize tal procuração para votar em si mesmo.
      Caso não atenda o supracitado, qualquer interessado poderá discutir judicialmente a validade de tal assembleia, ficando a cargo do magistrado definir a quem pertence a razão.

      (4) Quando no Regimento estabelece quórum mínimo para instalar a Assembleia seria que 7(sete) condôminos e na convenção estabelece que seja no mínimo 1/3 dos moradores… o que prevalece?
      Conforme já respondido acima, a convenção não pode ir em “sentido oposto” a lei. Os artigos 1.341, 1.349, 1.350, 1.351, 1.352, 1.353, 1.355, todos do Código Civil, define alguns quóruns para assembleia. Assim, a instalação da assembleia deverá respeitar tais artigos.

      (5) O código civil tem ingerência sobre os atos das Assembleia, se não está no Regimento ou Convenção?
      Sim. Independentemente de constar ou não algum dever ou direito na convenção ou regimento do condomínio (os quais deverão estar dentro das conformidades da lei), a lei sempre terá supremacia sobre eles.

      (6) A Assembleia pode alterar/anular ata registrada em cartório de Assembleia anterior?
      Sim. Desde que publicado novo edital com o assunto específico sobre tal alteração ou anulação, poderá sim a assembleia alterar ou anular ata registrada em cartório.

      Dr. Fernando Passos Gama
      Advogado – OAB/SP 366.261
      dr.fernandogama@yahoo.com.br

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