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O que não pode faltar no lar millennial?

Publicado em: 22 de julho de 2021

Na busca por casas e apartamentos reconfortantes, revigorantes e inspiradores, a geração Y não abre mão de alguns pré-requisitos

 

O que não pode faltar no lar millennial?

 

Geração Y, também conhecida como millennials, contempla os nascidos entre os anos de 1980 e 1995. Sua relação com a casa reflete a busca por autenticidade e um certo desapego com relação a bens materiais. Apelidada carinhosamente de Geração Burnout, mais do que nunca, os millennials procuram criar lares reconfortantes, revigorantes e inspiradores.

“Eles buscam qualidade de vida, localização e um ambiente autêntico. Não é mais a escritura, metragem, o número de quartos ou a quantidade de vagas na garagem que tornam o imóvel especial, mas as experiências que podem ser vividas dentro das quatro paredes”, explica Alex Frachetta, CEO do Apto, plataforma que conecta potenciais compradores de imóveis a construtoras e empreendimentos.

Confira a seguir o que não pode faltar no lar da geração Y!

Espaço para receber

Antes mesmo da pandemia, os millennials já eram o motivo para a máxima “ficar em casa é o novo sair”. Marcas, arquitetos e designers têm investido cada vez mais em produtos, projetos e soluções que atendam à essa natureza caseira. No caso dos novos empreendimentos, vemos varandas cada vez maiores. “Assim, ela passa a receber também sala e cozinha e, quando bem planejada, torna-se o espaço mais agradável da casa para receber amigos, curtir um vinho a dois ou mesmo estar a sós com um livro”, afirma Alex.

Tecnologia

Diante da possibilidade de criar casas inteligentes, a automação parece ser uma demanda crescente entre os millennials. Para além das assistentes virtuais e eletrodomésticos conectados, entradas USB, tomadas no teto e indicação do melhor ponto para instalar o roteador são algumas exigências desta geração, segundo a construtora EZTEC.

Pensamento sustentável

“Consciente das limitações do meio ambiente, os millennials passaram a dar menor valor a bens materiais, e a relação com o consumo foi ficando mais focada em experiências e serviços”, explica Lena Maciel, da Box 1824, agência de pesquisa de tendências em consumo. Estima-se que, apenas pelo hábito de revender e adquirir móveis usados, as gerações Y e Z impulsionem a diminuição anual de 12 milhões de toneladas de entulhos que acabariam em aterros.

 
Plantas, muitas plantas

Liderando o movimento dos plant parentes (pais de planta, em tradução livre), além do óbvio gosto por plantas, os millennials transformam seus lares em santuários verdes em busca de bem-estar físico e emocional. É o que defende a especialista em tendências do WGSN, Luiza Loyola.

“Esse grupo não está simplesmente comprando plantas e enchendo suas casas com elas – muitos estão plantando-as. Isso provoca uma enorme revolução que está mudando a maneira como as moradias, os bairros, os hotéis e até os locais de trabalho são projetados. Ter uma horta ou um cantinho em casa cheio de plantas é terapêutico: dá a você algo para cultivar. Esse é o autocuidado 2.0”, afirma Luiza.

Organização

Após uma pesquisa com mais de mil pessoas de diversas idades, o Porch, plataforma de software para casas, descobriu que a geração millennial é a que mais se envergonha da bagunça espalhada pela casa e nos armários. “Manter as coisas em ordem cria uma sensação de clareza, calma e controle sobre o ambiente em que vivemos, e isso vai gerar mais segurança. Uma boa organização no lar ajuda a aliviar o estresse e a ansiedade. É como se a pessoa estivesse fazendo dentro de si uma mudança significativa”, explica Liliah Angelini, gerente de contas da WGSN.

Neste sentido, a organização do lar será cada vez mais essencial. Por isso, as vendas de itens organizadores, como caixas de armazenamento, colmeias para gavetas, estantes e etiquetadoras continuam a todo vapor.

Do it yourself

“Em 2019, houve o boom do artesanato, do passatempo por meio do DIY. Se este já era um alerta de tendência, com a quarentena, esse universo artístico foi acelerado”, conta a expert em tendências Daniela Yázigida, também da WGSN. “É uma prática inevitável e que já se desdobra para uma macrotendência, transitando entre a economia circular e a personalização”, acredita.

 

 

Fonte: Revista Casa e Jardim

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