“Uso o celular para apertar os botões, uso máscara o tempo inteiro e só subo com a família!”, garante a dentista

Bruna Benessi. “Trabalho na rua e tenho todo o cuidado. Entro em elevador vazio e procuro não falar”, comentou o taxista Sidnei Oliveira.

Nos edifícios residenciais, a principal questão foi limitar o uso conjunto para no máximo duas pessoas: integrantes da mesma família ou que vivem em um mesmo apartamento. “Foi um processo bem aceito e que a gente vem reforçando, como a indicação, por exemplo, para as pessoas não apertarem sem necessidade os botões do elevador”, contou a síndica do Alfa Vita, edifício localizado na região de Alphaville, Taula Armentano.

Para a diretora da associação Condomínio Profissional, Natachy Petrini, é preciso reforçar junto aos moradores os cuidados básicos nos elevadores. “Parece que agora começa a existir um relaxamento. Isso não pode acontecer. Em abril e maio, implementamos com sucesso uma série de protocolos. Mas já temos notícia de que muita gente acha que a pandemia acabou.”

Marici Santos, diretora de Instalações Existentes e Modernização da Atlas Schindler (empresa que fabrica, instala e realiza serviços de manutenção em elevadores) contou que:

No início da pandemia, o maior esforço foi o de comunicação. “Com medo do contágio, síndicos, porteiros e zeladores não deixavam nossos técnicos entrarem nos edifícios para realizar a manutenção. E tinha gente que ligava perguntando quantos minutos poderia ficar dentro de um elevador sem correr risco de pegar covid”, conta Marici.

Segundo ela, esse momento de desinformação ficou para trás. Agora, a empresa tem oferecido soluções para um novo normal dentro dos elevadores. Entre as novidades, Marici enumerou elevadores que fazem gerenciamento de tráfego. Ou seja, elevadores que só funcionam dentro do limite de usuários programados. Se a ocupação prevista é de 4 usuários, o equipamento não sai do chão se cinco pessoas estiverem ocupando-o.

Além disso, a empresa também investe em elevadores com botões que são acionados por aproximação e não necessitam do toque dos dedos. Outra solução, mais simples, é a utilização de capas plásticas no painel dos andares (que seriam de fácil limpeza). Por fim, elevadores acionados por cartões de acesso (tipo de cartão mais usado por funcionários e seguranças antes da pandemia) serão encontrados com mais facilidade. “Os elevadores devem atender os novos hábitos que vieram para ficar. Ou que devem demorar para sair da nossa rotina”, completou Marici.