Publicado em 26 de janeiro de 2026

Como os condomínios podem contribuir com as metas ambientais de 2026

Nova regra da logística reversa pressiona empresas e amplia o papel dos condomínios na coleta seletiva e no cumprimento das metas de reciclagem de embalagens plásticas.

A legislação ambiental brasileira fez um passo importante ao instituir um sistema nacional de logística reversa para embalagens plásticas, que exige que grande parte dos resíduos seja coletada, reciclada e retornada ao ciclo produtivo. A partir deste mês de janeiro, as empresas responsáveis por embalagens terão metas claras de recuperação e reciclagem, o que cria, na prática, uma pressão positiva sobre todos os elos da cadeia, incluindo os condomínios. Isso faz parte da Política Nacional de Resíduos Sólidos e da implementação de metas que visam reciclar 32% das embalagens plásticas até 2026, rumo a 50% até 2040.

Com isso, cresce a importância de iniciativas como a coleta seletiva, a destinação adequada de materiais recicláveis (papel, plástico, vidro e metal), a separação correta dos resíduos orgânicos e a promoção de pontos de entrega voluntária dentro ou próximos aos condomínios. Além de reduzir o impacto ambiental, essas ações ajudam a cumprir de forma prática os objetivos nacionais de redução de resíduos e promover uma economia circular real no cotidiano da moradia coletiva.

Condomínios: o que muda na prática
Para muitos síndicos, a adoção de um sistema de reciclagem eficiente ainda é um desafio por falta infraestrutura adequada, comunicação clara com os moradores ou familiaridade com os requisitos legais. Mas com as metas federais se aproximando, é hora de promover ações e não apenas reagir.

É importante que os condomínios criem espaços bem sinalizados para papéis, plásticos, vidros e metais, e assegure que todos saibam como separar os resíduos corretamente. Usar murais, grupos de mensagem e avisos para orientar moradores sobre a importância da separação e sobre o que é reciclável. Buscar cooperativas locais, catadores independentes ou empresas de coleta que possam recolher esses materiais de forma regular.

Redução na fonte
Além de separar, o incentivo a redução de resíduos, por exemplo, evitando descartáveis em festas do condomínio, optando por embalagens retornáveis ou por compras coletivas que gerem menos lixo pode ser um excelente começo para a mudança de hábito e conscientização coletiva. A lógica é simples, quando os resíduos são tratados como recursos, e não apenas descartados, reduz-se a pressão sobre aterros, diminui emissões e fortalece mercados locais de reciclagem e reaproveitamento. Isso tem um efeito multiplicador positivo social, ambiental e até econômico.

Um chamado para a gestão condominial
Ao se preparar agora, síndicos, conselheiros e moradores podem transformar as exigências legais em práticas que trazem benefícios concretos para o dia a dia com menos lixo espalhado, menos odores e pragas, mais responsabilidade ambiental e até economia com a correta destinação dos resíduos.

No fim das contas, um condomínio que trata seus resíduos com seriedade não está apenas cumprindo uma meta nacional, está tornando o espaço mais limpo, saudável e sustentável para todos.

 

Fonte: Díario do Pará

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