Publicado em 27 de janeiro de 2026
Síndicos em alerta: Reforma tributária deve impactar orçamento de condomínios Especialistas preveem aumento de custos para condomínios. Este ano deve ser de preparação para mudanças.
Especialistas preveem aumento de custos para condomínios. Este ano deve ser de preparação para mudanças.
A reforma tributária deve provocar um novo ciclo de aumento nos custos dos condomínios brasileiros, com impactos diretos no orçamento já a partir de 2026, projetam especialistas do setor.
A avaliação é que a mudança no modelo de tributação dos serviços, que passam a ser afetados pelo IBS e pela CBS, tende a encarecer atividades essenciais como portaria, limpeza, segurança e manutenção predial, despesas que representam a maior fatia do custo condominial.
O impacto ocorre em um momento sensível para o setor. Em um universo de 327 mil condomínios com CNPJ ativos no Brasil, conforme o Censo Condominial 2026, a inadimplência vem se agravando. A taxa média nacional de atraso superior a 30 dias chegou a quase 12% em 2025, patamar mais elevado desde o início da série histórica do Censo. No Ceará, existem 6.216 condomínios ativos.
Esse movimento acompanha o avanço do endividamento das famílias brasileiras e compromete diretamente o caixa dos condomínios, dificultando a manutenção predial, a realização de investimentos e a continuidade de serviços essenciais. Com custos já pressionados, a chegada de novos encargos tributários tende a reduzir ainda mais a margem de manobra das administrações.
Planejamento
“Os condomínios funcionam como pequenas cidades. Quando os serviços ficam mais caros, o impacto é direto e inevitável no caixa. Com a inadimplência já elevada, muitos empreendimentos terão dificuldade para absorver novos reajustes sem repassar aos moradores”, analisa Luciana Lima, CEO da Gestart.
Gestores apontam que 2026 será um ano decisivo para a administração condominial sob o aspecto do planejamento. Entre as principais estratégias estão a revisão antecipada de contratos, o fortalecimento dos fundos de reserva, a renegociação com fornecedores e o uso de tecnologia para maior controle financeiro e redução de desperdícios.
“A reforma tributária não pode ser tratada como um problema distante. Ela precisa entrar no planejamento orçamentário dos condomínios desde já, para evitar aumentos abruptos e conflitos com moradores no próximo ano”, afirma a executiva.
Comente essa postagem
O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados com * são obrigatórios.
Seu comentário será moderado pelo Viva o Condomínio e publicado após sua aprovação.