Publicado em 4 de fevereiro de 2026

Descanse em paz, ar-condicionado: autoridades aprovam regra que impede instalações em 2026

Uso do aparelho segue liberado, mas instalação externa exige atenção às normas

Com ondas de calor mais intensas e frequentes, o ar-condicionado deixou de ser luxo e virou item essencial nos apartamentos. A partir de 2026, porém, cresce a atenção sobre como esses aparelhos são instalados, especialmente quando envolvem a fachada dos prédios.

Embora não exista uma lei federal que proíba o ar-condicionado, regras do Código Civil, convenções condominiais e normas municipais definem limites claros para alterações externas nos edifícios.

O tema ganhou força após a circulação de informações sobre uma suposta proibição geral. Na prática, o que muda é a fiscalização e a aplicação das normas já existentes, que tratam a fachada como bem coletivo e exigem autorização prévia para qualquer intervenção.

Uso do ar-condicionado é permitido, mas a fachada tem regras

Ao contrário do que muitos acreditam, não há no Brasil uma lei federal que proíba a instalação de ar-condicionado em prédios residenciais. O uso do equipamento dentro do apartamento é um direito do morador, ligado ao conforto térmico e à qualidade de vida.

O problema surge quando a instalação exige alterações externas, como a fixação da condensadora, passagem de tubulações ou suportes aparentes. Nesses casos, entra em cena o Código Civil, que define a fachada como área comum do condomínio.

Isso significa que nenhum morador pode modificar livremente esse espaço, mesmo que a mudança pareça pequena ou beneficie apenas sua unidade. A decisão precisa respeitar o que está previsto na convenção do prédio.

Fachada é bem coletivo e exige autorização

Pela legislação condominial, a fachada pertence a todos os condôminos. Qualquer alteração visual ou estrutural precisa ser analisada de forma coletiva, normalmente em assembleia, com aprovação formal registrada em ata.

A justificativa vai além da estética. Instalações irregulares podem gerar ruído excessivo, gotejamento constante, risco de queda de equipamentos e até danos à estrutura do edifício ao longo do tempo.

Segundo especialistas em direito imobiliário, ouvidos com frequência por veículos do setor, preservar a fachada é uma forma de garantir segurança, padronização e valorização do patrimônio comum.

O que acontece quando a regra é ignorada

Quando o morador instala o ar-condicionado sem autorização, o condomínio pode agir. As medidas variam conforme o regimento interno, mas costumam incluir advertência formal e aplicação de multa.

Em situações mais graves, o síndico pode exigir a retirada do equipamento e a recomposição da fachada ao estado original. Essas ações não punem o uso do ar-condicionado, mas a alteração irregular da área comum.

Cabe ao síndico fiscalizar e fazer cumprir as normas aprovadas pelos condôminos, sempre com base na convenção e nas decisões de assembleia.

O condomínio pode proibir o ar-condicionado?

Não. O condomínio não pode impedir que o morador utilize ar-condicionado dentro de sua unidade. O que pode ser regulamentado é a forma e o local da instalação da parte externa do sistema.

Na prática, muitos prédios determinam pontos específicos para instalação, como áreas técnicas, varandas fechadas, pátios internos ou locais já previstos no projeto original da construção.

Essa padronização evita conflitos entre vizinhos e facilita a manutenção, além de reduzir impactos visuais e sonoros.

Como evitar conflitos e gastos desnecessários

Antes de comprar ou instalar o equipamento, o primeiro passo é consultar a convenção do condomínio e o regimento interno. Esses documentos deixam claro o que é permitido e quais autorizações são exigidas.

Também é recomendável contratar um profissional qualificado, capaz de propor soluções técnicas compatíveis com as regras do prédio. Em alguns casos, apresentar o plano de instalação em assembleia evita problemas futuros.

  • Leia atentamente a convenção e o regimento interno
  • Verifique se há áreas técnicas disponíveis
  • Solicite autorização formal antes da instalação
  • Guarde registros e aprovações por escrito

Alternativas para climatizar sem mexer na fachada

Quem mora em prédios com regras mais rígidas ainda pode buscar alternativas. Aparelhos portáteis, sistemas adaptados para áreas internas autorizadas ou o uso de infraestruturas já existentes são opções viáveis.

Prédios mais novos, inclusive, já são projetados com espaços específicos para ar-condicionado, justamente para evitar intervenções externas e conflitos entre moradores.

Segundo estudos divulgados por universidades que pesquisam conforto térmico urbano, soluções planejadas reduzem disputas condominiais e melhoram a eficiência energética dos edifícios.

Preservar a fachada ajuda a valorizar o imóvel

Manter a fachada intacta contribui para a harmonia visual do prédio e para a boa convivência entre vizinhos. Além disso, edifícios bem conservados tendem a ter maior valorização no mercado imobiliário.

No fim das contas, as regras não existem para tirar conforto dos moradores, mas para equilibrar interesses individuais e coletivos, garantindo segurança, organização e qualidade de vida no condomínio.

 

Fonte: Gazeta SP

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