Publicado em 9 de março de 2026

Empresário constrói condomínio fechado para abrigar filhos e netos e projeto viraliza nas redes

O que começou como uma decisão estratégica de um patriarca há 30 anos, transformou-se recentemente em um fenômeno das redes sociais.

O sonho de manter a família por perto ganhou uma escala monumental em Cambé, no norte do Paraná, com a construção de um condomínio fechado familiar.

O que começou como uma decisão estratégica de um patriarca há 30 anos, transformou-se recentemente em um fenômeno das redes sociais.

O condomínio exclusivo construído pelo empresário Dorival Buccioli para abrigar seus filhos e netos reacendeu o debate sobre novas (e antigas) formas de morar no Brasil: as vilas e prédios estritamente familiares.

O Projeto: Três andares e muita história

Em 1993, em vez de lotear terrenos individuais que poderiam afastar os herdeiros, Dorival Buccioli optou pela verticalização da convivência.

O resultado foi um prédio de três andares, onde cada filho ocupa um apartamento de 216 m².

Hoje, o local abriga oito moradores da mesma linhagem. A gestão é o que muitos chamariam de “utopia administrativa”:

Por que o Condomínio Buccioli virou meme e tendência?

A curiosidade do público disparou quando a neta, Isabella Buccioli Moraes, compartilhou os detalhes da rotina no TikTok e Instagram.

Rapidamente, internautas apelidaram o local de “Jambalaya”, em referência ao icônico edifício do seriado Toma Lá, Dá Cá. Diferente da ficção, onde as confusões imperavam, a realidade dos Buccioli atraiu olhares pela praticidade e segurança.

Em um país onde a sensação de insegurança cresce, morar em um “bunker familiar” com piscina privativa e rostos conhecidos tornou-se o desejo de consumo de milhares de brasileiros.

Comparativo: A gestão do condomínio familiar

Além do Paraná: Castelos e vilas comunitárias

O caso de Cambé não é isolado, mas reflete uma tendência de “retro-moradia” com toques de luxo ou assistência:

  1. O Castelo de Fortaleza: Um empresário cearense construiu uma propriedade de R$ 2 milhões para sua neta, equipada com suítes e cinema, que hoje funciona como um hub para eventos e encontros da família.
  2. Vilas para Idosos: No interior de São Paulo, o modelo de pequenas casas em condomínio fechado para que idosos da mesma família (ou amigos) envelheçam juntos ganhou força durante a pandemia, priorizando o combate à solidão.

Essas iniciativas mostram que, seja por economia de escala ou pelo prazer da companhia, o “viver junto” está sendo ressignificado para além das paredes de uma casa única.

“A ideia não é apenas morar perto, é criar um ecossistema onde a rede de apoio está a apenas um lance de escadas de distância.”

 

Fonte: O Antagonista

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