Publicado em 12 de fevereiro de 2026
Energia solar em condomínios: será que vale a pena? Energia solar em condomínios promete economia de até 95% na conta de luz, mas também levanta dúvidas, conflitos e desafios para síndicos e moradores.
Energia solar em condomínios promete economia de até 95% na conta de luz, mas também levanta dúvidas, conflitos e desafios para síndicos e moradores.
A busca por alternativas para reduzir gastos nunca foi tão urgente. Em tempos de contas de luz cada vez mais altas, muitos condomínios estão olhando para cima, literalmente, em busca de uma solução. A energia solar deixou de ser um luxo e passou a ser vista como uma saída real para aliviar o orçamento mensal. Ainda assim, nem todo mundo concorda com essa mudança.
Enquanto alguns enxergam economia e sustentabilidade, outros veem dor de cabeça, riscos e disputas internas.
Ao mesmo tempo, os prédios concentram centenas, às vezes milhares de pessoas, usando elevadores, portões automáticos, bombas d’água, iluminação e sistemas de segurança.
Tudo isso consome energia diariamente. Por isso, quando surge a possibilidade de reduzir drasticamente esse custo, a discussão se torna inevitável.
Por que os condomínios estão apostando na energia solar?
Antes de tudo, é preciso entender o peso da conta de luz no orçamento. Em muitos edifícios, ela está entre as três maiores despesas mensais. Portanto, qualquer solução que prometa cortar esse valor chama atenção.
A energia solar entra nesse cenário como uma alternativa limpa, renovável e, principalmente, mais barata no longo prazo. A lógica é simples: se o prédio tem um telhado com boa incidência de sol, por que não transformar essa luz em economia real?
Além disso, a valorização do imóvel também conta. Prédios que adotam sistemas sustentáveis costumam despertar mais interesse no mercado, o que pode influenciar diretamente no valor dos apartamentos.
Três modelos de energia solar para condomínios
Atualmente, existem três formatos principais para que um condomínio utilize energia solar.
O primeiro é o mais conhecido: o prédio compra as placas e instala no telhado ou cobertura. Após um estudo técnico, o sistema começa a gerar energia, que vira crédito junto à concessionária. Na prática, a conta quase zera, restando apenas taxas obrigatórias. Em muitos casos, a redução passa de 95%.

O segundo modelo funciona por meio do aluguel de uma fazenda solar. Ou seja, o condomínio não instala nada no prédio, mas aluga uma área onde as placas são instaladas. A energia gerada também vira crédito e é abatida da fatura mensal. É uma alternativa para quem não tem espaço físico adequado.
Já o terceiro formato é o mais simples e o menos lucrativo. Nesse caso, uma empresa vende energia solar por meio da concessionária, oferecendo um desconto médio de 20%. Não exige investimento, mas também não entrega grandes resultados.
O modelo mais polêmico: placas no telhado
Entre todas as opções, a instalação direta no prédio é a que mais gera debates. Por um lado, oferece a maior economia. Por outro, desperta medo, desconfiança e conflitos.
A primeira dúvida costuma ser sobre o peso. Muitos moradores temem que a estrutura não aguente. No entanto, especialistas explicam que as placas são leves e que os prédios passam por análises técnicas antes da instalação. Não há registros de colapso estrutural por esse motivo.
Outro ponto sensível é a manutenção. Diferente do que muitos imaginam, o custo anual costuma ser baixo, muitas vezes equivalente a cerca de dois salários mínimos. Dividido entre todos os moradores, o valor se torna pequeno.
Quanto à durabilidade, os sistemas podem continuar gerando energia por mais de 25 anos, mesmo com perda gradual de eficiência. Ou seja, trata-se de um investimento de longo prazo.
Apesar de todas as vantagens, a instalação da energia solar não pode ser feita por decisão individual do síndico. A legislação exige aprovação em assembleia. Isso porque envolve investimento, mudanças estruturais e impacto direto no orçamento coletivo.
É justamente nesse momento que surgem os conflitos. Alguns moradores querem economizar a qualquer custo. Outros preferem não correr riscos. Há ainda quem desconfie das empresas fornecedoras ou tema problemas futuros.
Assim, o que começa como uma solução financeira pode acabar se tornando um problema de convivência.
Você acha que a energia solar é uma solução inteligente para reduzir custos ou pode virar uma dor de cabeça nos condomínios?
Fonte: Click Petroleo e gás
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