Publicado em 31 de julho de 2020

Mercados em condomínio funcionam como alternativa na pandemia

Redes de supermercados e startups investem em lojas no estilo de super conveniência, conhecidas como “needs for today”. Mercados em condomínio residenciais

Redes de supermercados e startups investem em lojas no estilo de super conveniência, conhecidas como “needs for today”, em condomínios residenciais

Com a pandemia de coronavírus, um dos locais que manteve movimento, mesmo com o isolamento social, foi o supermercado. Contudo, apesar de ser um serviço prioritário, muitas pessoas se sentem inseguras em se locomover até o estabelecimento. Neste sentido, os aplicativos de entrega se destacaram. Mas você já pensou em fazer compras em uma loja física sem a necessidade de sair do condomínio onde mora? Pois, esse é um dos conceitos que está se tornando cada vez mais forte no Brasil.

A rede Hirota Food Supermercados está investindo no novo modelo. Chamado Hirota Express em Casa, as duas primeiras unidades serão inauguradas no condomínio do Cambuci Independência e no Quality Tatuapé, ambos na Capital Paulista. Composta por mais de 500 itens, no conceito Honest Market, objetivo é lançar 12 lojas em toda a capital e ABC até o final de 2020.

De acordo com Helio FreddiDiretor de Marketing e Expansão da rede, a novidade chega nas próximas semanas.

“Vamos inaugurar a primeira loja deste conceito no dia 30 de Julho e a segunda em 12 de Agosto. Este modelo de loja foi criado durante a pandemia para atender as necessidades emergenciais das pessoas. A proposta é sermos a despensa da casa dos moradores. É uma loja completamente automatizada que o cliente tem acesso via QRCode e paga suas compras em um self checkout. Ofertamos os produtos com muita segurança, conforto e praticidade”, afirma.”

 

Outro exemplo é o Enxuto Supermercados. Uma das pioneiras, a companhia investiu em uma franquia em 2018, e enxergou na crise uma oportunidade de crescer o negócio.  “Este modelo de negócio surgiu a partir de uma iniciativa interna de inovação. Então, foram formados diversos grupos, com executivos, gestores, para ter ideia de novos modelos de negócios com pautas que se viam no mercado, com a expectativa do consumidor, por exemplo. A partir dessa dinâmica de incentivar a inovação dos funcionários, surgiu a iniciativa de ter loja em condomínios”, afirma Bruno Bragancini, presidente da rede.

Este mês, duas novas unidades foram implantadas em condomínios, na região do Taquaral e no Condomínio Torres do Bonfim, ambos em Campinas. Com um estilo de super conveniência, conhecido como “needs for today”, a loja possui mais de 7.000 produtos à disposição dos clientes. As unidades também oferecem o serviço Enxuto Drive, (Clique & Retire), onde o cliente faz as compras pelo e-commerce e retira na loja. Os produtos são conferidos e ficam armazenados, aguardando a retirada dos clientes.

“Essa demanda por ter mais comodidade e conveniência, ela já vem sendo observada pelos consumidores, há certo tempo. A relação de compra nos supermercados nem sempre é prazerosa. Pensando nisso, em como podemos diminuir o atrito operacional de um supermercado, que são produtos básicos, como: alimentos, higiene, limpeza, pensamos em reinventar nosso próprio negócio. O que percebemos que o mercado varejista de alimento, teve poucas revoluções, então desde que a vendinha caiu e as pessoas passaram a ir buscar suas compras, nada mudou mais do que isso. Observamos todas as lojas e adaptarmos a realidade, primeiro: tropicalizar para a realidade brasileira, adaptar para a região que atuamos e fazer uma loja que podemos evoluir, de acordo com a sociedade, para otimizar a jornada das pessoas, em seu dia a dia”, ressalta o presidente.

 

No conforto de casa

O conceito de lojas em condomínios residenciais, oferece uma experiência diferenciada e única para os consumidores e os próprios locais.  No primeiro momento, o Hirota Foods realizou um acordo com uma administradora para investir no negócio, mas não descarta a possibilidade de futuras parcerias independentes. “Fechamos contrato de exclusividade com a administradora de condomínios OMA. Eles acreditaram no projeto desde o começo. Mas também podemos atender síndicos independentes. Acreditamos neste conceito e a nossa expectativa é fazer 20% acima da meta”, afirma Freddi.

No Enxuto, a parceria pode ser realizada partindo do interesse dos dois lados.  “Pode acontecer em duas vias: nós identificamos condomínios que tem o perfil adequado, como: região, quantidade de moradias, perfil de público, perfil de consumo, espaço físico, mas também, o próprio condomínio. Como começamos a expansão esse ano, vários condomínios nos procuram e analisamos esses critérios. O principal é o número de moradias para podermos respaldar a funcionalidade da loja”, explica Bragancini.

Ainda segundo o executivo, a ideia é investir no projeto em mais cidades, por enquanto, no interior de São Paulo. Além disso, outros lançamentos referentes as bandeiras da companhia estão em andamento.

“A expectativa da expansão do projeto é bastante audaciosa, o conselho da empresa vem investindo bastante, respaldando os executivos para que possamos continuar na expansão, acreditamos que o céu é o limite para esse tipo de ação. Temos outros lançamentos previstos, como um projeto de cinco anos de expansão de todas as bandeiras, tanto na super, como nas de conveniências, mas por enquanto, vamos focar expansão nas áreas que já atuamos com o super, já que a estrutura de logística de usamos é de super, como Mini CD (centro de distribuição), parta as lojas Aqui e drive e prioritariamente estamos iniciando na região de Campinas”, revela o executivo.
 
Startups investem na alternativa

Não somente redes grandes, mas novas empresas, estão apostando no negócio. A Numenu, uma das startups investidas do BMG UpTech,  funcionava como um “serviço de bordo” dentro de carros compartilhados, vendendo itens como carregadores de celular e snacks até março deste ano. No entanto, enxergou na pandemia uma oportunidade para se reinventar: agora, a empresa leva o propósito de conveniência para os condomínios residenciais.

O ponto de venda é instalado nos conjuntos que contratam o serviço sem custo algum, já que a empresa é remunerada por meio das vendas dos produtos. Desde maio, a startup já atende 20 condomínios em São Paulo e pretende atingir 150 até o final de 2020.

“Já procurávamos formas de expansão antes da pandemia. A crise acelerou os planos e chegamos mais rapidamente aos empreendimentos. A Numenu oferece comodidade ao consumidor, que encontra itens de conveniência, sem sair de casa, e contribui para o isolamento social. Já as marcas ganham um novo canal de venda”, pontua Rafael Freitas, fundador da Numenu.

Unilever é uma das parceiras da empresa, com venda exclusiva em alguns edifícios. Rafael acredita que esse é um modelo que surgiu como um reflexo do comportamento do consumidor e promete crescer mesmo após a pandemia. “De qualquer forma, essa não é uma necessidade passageira. Nossa expectativa é de que essa entrega de valor será mantida, e as vendas continuarão mesmo após o fim da quarentena”, afirma ele.

 

 

Fonte: Consumidor Moderno

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